a questão do bicos de pato é muito vaga até porque os meus são diferentes dos do manel, os do manel do jaquim e por ai fora. Existe sim uma técnica base e depois cada um lhe dá o toque que entender, tendo em conta o seu peso, tamanho da prancha, material e tamanho do mar.
Uma boa colocação das mãos faz toda a diferença para que o peso da prancha passe rapidamente para o nose.
Fazer pressão com extensão dos cotovelos é essencial para afundar a tábua.
A questão do joelho é susceptivel, se a onda for um cacete da praia do norte nem sequer meto o joelho, agarro ligeiramente mais a frente a tábua, faço força e dou um mergulho autentico.
Há que saber a altura certa para fazer um bico de pato, mas isso de explicar qual o momento exacto já vai de cada um fazer bicos de pato atrás de bicos de pato, em diferentes ondas, fundos, tamanhos. A formação da onda (eu penso) que tem muito a ver, se for uma onda tubular que acabou de quebrar se fizeres o bico de pato imediatamente após ela quebrar vais passar por ela com bastante facilidade. Se a onda já quebrou ha algum tempo vais levar com uma massa de espuma que irás ter mais dificuldade. Há que saber se continuo a remar ou espero quando vejo uma onda a quebrar e sei que não vou passar por ela sem ter que mergulhar. As ondas em fundo de areia são mais remechidas debaixo de água que as ondas de fundo de pedra (acho eu), tornando os bicos de pato mais dificeis.
tenho precisamente a sensação contrária...