fixe78
Maçarro
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« em: 06 de Janeiro de 2008, 00:22 » |
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O Bodyboard é simplesmente uma maneira diferente de apanhar ondas. Uma prancha menor e mais flexível que a do surf, proporciona um desporto totalmente radical.
O Bodyboard é um desporto considerado radical e que pode ser praticado por pessoas de qualquer idade. Como o nome diz: body (corpo/tronco) e board (prancha), apanhar ondas deitado numa uma prancha.
Existem três modalidades de Bodyboard: Deitado (prone), Drop-knee (um pé e um joelho em cima da prancha) e em pé (stand-up). Apesar de ser uma modalidade "recente", pois foi inventado por Tom Morey em 1971, é um dos desportos de maior massificação em todo o mundo.
Para praticar bodyboard é necessário saber nadar, ter um bom condicionamento físico, ter um conhecimento do local onde se está a surfar, além de material e equipamento específico e obvio, a nossa amiga prancha. Elementos como saber sobre a variação de maré, ventos, formação de ondas, também são elementos básicos para o bom desempenho do Bodyboarder
O Bodyboard proporciona alta adrenalina e muita radicalidade. As manobras são únicas. O contato com a natureza é muito bom. Para que não ocorra nenhum tipo de acidente, é necessário que o praticante tenha cautela, respeitando o seu limite e o limite da natureza. Antes de Tom MoreyAntes de Tom Morey ter inventado o bodyboard existiam diversas formas de surfar as ondas que não fosse em pé. Na verdade assim como na história da humanidade houve uma evolução. Até se chegar à nossa famosa "esponja" os homens tinham outras maneiras de deslizar deitado nas ondas. O registo mais antigo leva-nos ao PaipoBoarding no Hawaii, que eram pranchas de madeira encerada que deslizavam muito bem sobre as ondas. Paipo BoardingCom a evolução da tecnologia surgiram os colchões de ar utizados somente para apanhar um solzinho na água ou na piscina. Porém rapidamente a inquietude dos jovens os levou a passar a arrebentação e a descer as ondas. O que parecia uma brincadeira jovial rapidamente virou febre entre os mais radicais. Colchão de ar (Airmatress)Quase ao mesmo tempo os adeptos do surf de peito desenvolveram o "Kickboard" uma pequena prancha que permitia uma maior velocidade de deslize na onda. Ao mesmo tempo existiam na Polinésia pessoas que surfavam com pequenas pranchas muito similares chamadas de Alaias. Havia várias vertentes e algumas são usadas até aos dias de hoje. Como é o caso dos palmares, pequenas placas de plástico um pouco maiores que a palma da mão. KickboardDécada de 70Enquanto isso no Brasil a "molecada" divertiase com as famosas madeirites de meados da década de 70, que nada eram mais, do que placas de madeira com fórmica e que deslizavam muito bem sobre a água. Eventualmente eles passavam uma parafina (wax), emprestada pelos primeiros surfistas brasileiros. MadeiriteJá mais institucionalizado, surfar a onda deitado agora já possuia produtos próprios. O Belyboard era uma pequena prancha shapeada em madeira e produzida em maior número. Durante muito tempo esta era a forma mais usual de se surfar uma onda deitado. Nunca se pensou que era possível ir mais além do que isso. BelyboardEra Tom MoreyTudo começou em 1971, quando o surfista Tom Morey tranquilamente apanhava ondas perfeitas com uma prancha de surf. Ao dropar uma onda enorme que se fechou, ele teve a sua prancha partida ao meio. Numa situação destas, normalmente os surfistas saem da água para ir buscar outra prancha ou então para consertá-la o quanto antes. Mas, como o mar estava muito perfeito, Tom não quis sair da água e, com apenas uma das partes da sua prancha partida, remou para uma nova onda e deslizou de peito até à areia. Ele ficou "amarradão" com a sensação de deslizar deitado sobre as ondas e tratou de improvisar algo para continuar a surfar ondas desta maneira. Chegou a casa e decidiu dar forma a um bloco de espuma que tinha na sua oficina e foi aí que, usando um ferro de passar roupas e um jornal, ele criou o primeiro “bodyboard”. Animado com a surf de peito, Tom disse: “Pela primeira vez pude sentir a onda através da prancha. ... eu podia sentir cada milímetro da onda”. Era dia nove de julho de 1971. Nascia o Bodyboard. Tom Morey logo patenteou e vendeu a ideia e as pranchas de surf de peito, como ele chamou, ficaram conhecidas pelo nome de “Morey Boogie”, em sua homenagem. Depois desta invenção, as praias nunca mais foram as mesmas e a prática do surf deitado virou febre mundial.
Tom Morey O inicio da Morey BoogieRapidamente surgiram algumas fábricas e tom Morey vendeu a sua ideia para a Kransco. Os primeiros shapersde 73 a 74Surge a Jamboree e a Easy Rider. O desporto cresce e as pranchas começam a ganhar mais estrutura, surge a Morey Boogie Raynbow evoluindo muito o estilo dos praticantes. Começam a aparecer as primeiras pranchas no Brzsil, trazidas de fora. Fabio Lobo surge no Leme com uma 139. Easyrider Redlinede 74 a 771977- 1ª reportagem num jornal de surf é notícia. O BB continua a crescer mundialmente. Várias reportagens são publicadas em revistas americanas como a surfing e surfer. Jack "The Ripper"- Drop Knee- melhor surfista do mundo . Em 1977 esteve no Pipe Masters.Phyllis Dameron foi a 1ª mulher a dropar North Shore. Surgimento do nome BODYBOARD Boby Szabadde 77 a 80Formação de um grupo Brasileiro (carioca), começando então a criar uma nova era para o desporto. Marcus Cal Kung1980 a 1982 Pôster de lançamento da prancha Mach 7-7. Primeira foto de um Ell Rollo publicada na Revista Action Now.19831º Campeonato mundial de Pipeline. Mike Stewart em Pipeline Daniel Kaimi em "Pipe"1984 A 1ª foto de bodyboard aparece na revista especializada em surf, a Visual Surf.  Marcus Cal Kung, aparece na 1º foto de sequência publicada em um jornalComeça a ser fabricado o Fico, o 1º Bodyboard 100% brasileiro.
É fundada a BZ Bodyboards
Acontece o Festival de surf, BB e outros desportos radicais. Kung vence o campeonato qualificatório para o mundialA Clark Foam, fabricante da Morey Boogie nos EUA, consegue a licença para fabricar no Brasil os modelos Aussie 1, Aussie 2, 139 e Mach 7-7. Eles surgem no mercado e fazem a loucura do pessoal da época, que se jogava nas ondas e agora não dependiam mais das importações. Aussie e Aussie 2 Morey Boogie 139No Brasil aconteceu também o 1º grande campeonato que contou com o patrocínio da Morey, com a separação entre categorias feminina e masculina. A competição contou com 45 competidores, sendo 09 mulheres.[/color
1985
Este ano marcou a história do Bodyboard para sempre: pela primeira vez uma equiae brasileira parte para competir no Hawaii no campeonato mundial. Kung, Xandinho, Marcos Salgado, Guto de Oliveira e Claudio Marques pousaram na ilha e mostraram do que era capaz o bodyboard brazuca. Na época, os campeonatos de Bodyboard aconteciam juntamente a campeonatos de surf. Andrea Ferreira é a 1ª mulher a participar em um campeonato mundial.
Há um constante crescimento na mídia especializada, o bodyboard vai ganhando espaço. Ano de fundação da marca Redley
Equipa Brasileira no Campeonato Mundial. Na sequência Kung, Xandinho, Marcos Salgado, Guto de Oliveira e Claudio Marques
Lançamento da revista americana de bodyboard em maio.
 Capa da revista especializada com foto de Pat Cadwell
1986
Em 86 houve a 1ª iniciativa de formação de uma associação internacional. Aconteceu também a 1º entrevista de um brasileiro numa revista internacional a Bodyboarding. Kung dá o seu depoimento e fala do crescimento do desporto no Brasil. Cresce o espaço para o Bodyboard nas revistas especializadas pelo mundo.
Lançamento da 1ª revista de Bodyboard do Brasil, a Bodyboarder.
 Capa da Bodyboarder
Surge o 1º pé de pato de Bodyboard feito no Brasil: o Jacaré. No mesmo ano a Redley lança o seu pé de pato. Após algumas modificações o pé de pato é considerado hoje um dos melhores para o desporto, sendo utilizado em diversas partes do mundo
1987
No ano de 1987 foi realizado em Pipieline a 5º edição do famoso campeonato mundial. Aparecendo mais uma vez como destaque os brasileiros fazem bonito e mostram desenvoltura nas ondas grandes e perigosas de Pipeline. Billy dá uma batida irada na sua bateria e acaba ficando em 13º e Xandinho passa uma bateria e acaba ficando em 8º no geral depois de arrebentar na final de consolação.
 Billy (atleta brasileiro) em foto histórica no 5º campeonato mundial em Pipeline, esta onda garantiu a passagem desta bateria e a 13º colocação no campeonato
Ainda no ano de 87 acontece o lançamento da revista Fluir Bodyboard em novembro.
1988
Em 88 acontece a 6º edição do campeonato mundial de Pipeline, num mar irado os brasileiros voltam a se destacar e Xandinho chega a final ficando em 4º no geral. Outros brasileiros tambem tiveram boas performances com Kiko Hebert se sagrando campeão da final de consolação. Ugo Cortez ganha o premio da maior onda num tubo irado que arrancou aplausos da galera na areia e Kung ganha o premio de personalidade mundial do Bodyboard.
 Kung personalidade mundial do Bodyboard
 Xandinho
Começam a surgir em Portugal Icones do Bodyboard Nacional, como Rodrigo Bessone, "Peixeiro", Nuno Neto, Ricardo Horta, Miguel Theriaga, Pedro Tapadas, Gonçalo Faria, Dora Gomes. As praias da Costa da Caparica, linha e Ericeira são as preferidas.
Ainda no ano de 1988 aconteceu no Rio de Janeiro o 1º Campeonato internacional Bliss que contou pela primeira vez na história com a vinda dos "gringos" ao Brasil. O campeonato teve uma estrutura maravilhosa e o público encheu as areias da praia da Barra da Tijuca para ver Mike Stewart ficar em 1º e Ugo ficar em 2º e Xandinho em 3º.
Na categoria amador Guilherme Tamega ficou em 1º e Fábio Aquino em2º
 Podium do 1º Campeonato internacional Bliss
 Lançamento do Bodyboard Speedo
Paulo Esteves é campeão profissional. Mariana Nogueira campeã feminina e Guilherme Tamega campeão amador
2a edição do Wahine Contest , campeonato mundial feminino.
 Equipe que defendeu o Brasil no Wahine Contest
  Puerto Escondido
 Cartaz do circuito brasileiro, na foto Guilherme Tamega em Pipeline mostra que futuramente vai incomodar os grandes.
1989
O 2º Bliss Internacional acontece no Rio de Janeiro, Xandinho fica em 1º e Mike em 2º
 Mike levanta o campeão Xandinho
Na 7ª edição do mundial Mike Stewart fica em 1º , Xandinho em 9º e Cláudio em 12º e ganha o prêmio para o atleta mais inspirado
Profissionalização da categoria feminino
A marca de pranchas americana BZ começa a fabricar no Brasil
Campeonato de Cronolla (Austrália), Guilherme conquista a 4º colocação
 Pódio em Cronolla na Austrália
 Aereo de Guilherme no Cronolla
 Stefanie é capa da Visual Bodyboard
Boas Ondas 

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